Quinta de la Rosa

Visão geral

A Quinta de la Rosa é uma propriedade familiar situada na margem direita do Douro, cerca de dois quilómetros de Pinhão, no Cima Corgo. A quinta pertence à família Feuerheerd/Bergqvist desde 1906. As raízes da família no comércio de Vinho do Porto são mais antigas: Dietrich Feuerheerd chegou ao Porto em 1815 e desenvolveu atividades comerciais que incluíam o Porto. Em 1906, a Quinta de la Rosa foi adquirida para Claire Feuerheerd e permaneceu na família mesmo depois da venda da Feuerheerd Bros. em 1935.

A fase moderna começou em 1988, quando Tim Bergqvist e a sua filha Sophia relançaram a quinta e voltaram a produzir Vinho do Porto com marca própria. Em 1991 surgiu um vinho de mesa do Douro. Atualmente, La Rosa combina Vinho do Porto, vinhos Douro DOC, viticultura, hotelaria, gastronomia e enoturismo. Uma característica importante é que os vinhos são produzidos e envelhecidos na própria quinta. Jorge Moreira é enólogo de La Rosa desde 2002.

Tabela de factos

Ponto Informação
Produtor Quinta de la Rosa
Propriedade familiar desde 1906
Raízes históricas no comércio de Porto desde 1815
Produção moderna sob o nome La Rosa desde 1988
Morada Quinta de la Rosa, 5085-241 Pinhão, Portugal
Sub-região Cima Corgo
Área de vinha em La Rosa cerca de 62 ha segundo o site atual do produtor
Segunda propriedade Quinta das Bandeiras / Passagem no Douro Superior
Proprietário família Bergqvist, descendentes da família Feuerheerd
Enólogo Jorge Moreira desde 2002
Estilos de Porto conhecidos Ruby/Reserva, LBV, Vintage, Tawny com indicação de idade
Website https://www.quintadelarosa.com/

História

A família Feuerheerd está ligada ao comércio de Vinho do Porto desde o início do século XIX. Segundo a quinta, Dietrich Feuerheerd chegou ao Porto vindo de Hamburgo em 1815 e desenvolveu atividades comerciais. Em 1906, a Quinta de la Rosa foi comprada como presente para Claire Feuerheerd, iniciando a ligação direta da família à propriedade que continua até hoje.

Em 1935, a empresa de comércio de Porto Feuerheerd Bros. foi vendida à família Barros. A Quinta de la Rosa, porém, permaneceu propriedade de Claire e, assim, continuou na família. Nas décadas seguintes, as uvas foram vendidas a grandes casas de Porto, incluindo Sandeman.

Em 1988, Tim Bergqvist e a filha Sophia iniciaram uma nova fase. La Rosa voltou a produzir Porto sob marca própria. Uma iniciativa de Port Futures ajudou a financiar o relançamento, com apoiantes a fornecer capital em troca de vinho. Em 1991, a quinta lançou o seu próprio tinto do Douro e tornou-se um dos produtores pioneiros na valorização de vinhos secos de qualidade num vale tradicionalmente centrado no Porto.

Jorge Moreira entrou em 2002 como enólogo e responsável pelas vinhas. Em 2005, a família adquiriu a Quinta das Bandeiras no Douro Superior, dando origem ao projeto Passagem. Em 2006 abriu em Sabrosa uma adega dedicada a vinhos de mesa. Mais tarde, a quinta ampliou a atividade com alojamento e gastronomia.

Vinhas, quintas e produção

A Quinta de la Rosa situa-se no Cima Corgo, perto de Pinhão. O site atual do produtor indica cerca de 62 hectares de vinha. As parcelas sobem desde a margem do Douro até cerca de 400 metros de altitude. Solos de xisto, diferentes exposições e grandes variações de altitude criam numerosos microclimas.

Entre as parcelas documentadas encontram-se Vale do Inferno, Vale Grande, Dona Sofia, Vinha Grande Nova, Vedeal, Cerejinha, Dona Clara, Lamelas, Sara e Patricia. Nas vinhas tintas encontram-se Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Sousão, Tinta Cão e Tinta Barroca. A Cerejinha foi replantada em 2018/2019 com castas brancas como Alvarinho, Arinto e Gouveio.

A segunda grande propriedade é a Quinta das Bandeiras, no Douro Superior. A propriedade, com cerca de 100 hectares, foi adquirida em 2005 e a área de vinha foi posteriormente ampliada. O projeto é comercializado sob o nome Passagem.

La Rosa combina controlo moderno de temperatura com métodos tradicionais. Para determinados vinhos continuam a ser utilizados lagares de granito e pisa a pé. A quinta sublinha também que a vinificação e o envelhecimento são realizados na própria propriedade.

Estilo e Vinhos do Porto

O estilo dos Portos de La Rosa está fortemente ligado às uvas das próprias vinhas. As diferenças de altitude e exposição permitem combinar fruta, estrutura e frescura. O produtor apresenta frescura e mineralidade como características importantes, mantendo a concentração típica do Douro.

A gama inclui estilos Ruby ou Reserva de perfil frutado, Late Bottled Vintage, Vintage Port e Tawnies envelhecidos em madeira. O Vintage Port é uma das principais referências da casa. Existem também Tawnies com indicação de idade, incluindo um 30 Year Old Tawny lançado para assinalar 30 anos da fase moderna de La Rosa.

Além do Porto, La Rosa desenvolveu desde 1991 uma forte atividade em vinhos secos do Douro. Segundo o produtor, cerca de dois terços da produção correspondem atualmente a vinho de mesa, embora o Porto continue a ser parte essencial da identidade da quinta.

Importância e particularidades

A Quinta de la Rosa representa a transformação de muitas quintas do Douro de fornecedoras de uvas em produtores que engarrafam com marca própria. A família retomou a produção de Porto sob o seu nome em 1988 e pouco depois esteve entre as quintas que desenvolveram vinhos secos de qualidade como segundo eixo importante.

Também se destaca a continuidade da propriedade familiar desde 1906. Apesar da venda da Feuerheerd Bros. em 1935, a quinta permaneceu na família. Hoje combina tradição histórica de Porto com vinificação própria, vinhos secos do Douro, gastronomia e enoturismo.

Factos importantes

  • Pertence à família Feuerheerd/Bergqvist desde 1906.
  • A ligação familiar ao comércio de Porto remonta a 1815.
  • A produção de Porto sob o nome La Rosa foi retomada em 1988.
  • Produz vinho de mesa do Douro próprio desde 1991.
  • Jorge Moreira é enólogo desde 2002.
  • Cerca de 62 ha de vinha na propriedade principal segundo o site atual do produtor.
  • Localizada no Cima Corgo, cerca de dois quilómetros de Pinhão.
  • Segunda quinta no Douro Superior: Quinta das Bandeiras / Passagem.
  • Lagares tradicionais de granito são combinados com controlo moderno de temperatura.
  • A gama inclui LBV, Vintage e Tawnies com indicação de idade.
  • Os vinhos são produzidos e envelhecidos na própria quinta.

Fontes

  • Quinta de la Rosa – History: https://www.quintadelarosa.com/history
  • Quinta de la Rosa – About / Vineyards: https://www.quintadelarosa.com/about
  • Quinta de la Rosa – Innovation: https://www.quintadelarosa.com/innovation
  • Quinta de la Rosa – Main website: https://www.quintadelarosa.com/
  • Big Fortified Tasting – Quinta de la Rosa: https://www.thebft.co.uk/index.php/business-directory/item/quinta-de-la-rosa